Minha Jornada com Diabetes Tipo 1: Aceitação, Tratamento e Esperança
GERAL
Nutricionista Matheus Velasco
1/22/20263 min read
Introdução
Descobrir que você tem diabetes tipo 1 pode ser uma experiência que transforma a sua vida. Quando fui diagnosticado, eu não fazia ideia de como era o diabetes e de como tratá-lo; foi uma sensação de impotência e incerteza que tomou conta de mim. Neste post, quero compartilhar como descobri a minha condição, como lidei e lido com o tratamento e a natureza da minha vida atual. Esse relato não é apenas sobre lutar todos os dias para controlar a glicemia, mas também sobre aceitação e adaptação.
A descoberta do diabetes tipo 1
Meu diagnóstico de diabetes tipo 1 chegou de forma inesperada. Tinha, na época, 22 para 23 anos e, inicialmente, pensei que era apenas um quadro de cansaço ou a minha nova dieta fazendo efeito. Depois de emagrecer consideravelmente — em torno de quase 10 kg em um mês —, ter sede constante e vários episódios de vômitos após as refeições, decidi ir ao médico e fazer uns exames. E o diagnóstico veio: no dia em que peguei o resultado dos exames, vi que poderia estar com diabetes. Minha hemoglobina glicada estava em 12%, sendo que o nível para diagnóstico de diabetes naquele laboratório era 6%. Não apenas isso, mas, dois dias depois, após quase desmaiar, fui internado. Nessa internação, recebi oficialmente a notícia que mudaria minha vida: estava com diabetes tipo 1.
A aceitação e a adaptação ao tratamento
Logo após o diagnóstico e a volta para casa, os dias que se seguiram não foram fáceis. A nova realidade de monitorar a glicemia pelo menos 6 vezes ao dia, aplicar insulina e reaprender a comer foi, digamos, no mínimo, desafiadora. Eu tinha muita dificuldade em aplicar insulina por não gostar de agulhas e ter medo, mas, ao longo do tempo, fui me "acostumando" com as aplicações. Com relação ao monitoramento, eu sempre deixei a desejar um pouco até compreender a importância desses valores, não apenas para mim, mas para a equipe que me acompanha; não tem como ajustar a dose sem referência. Na parte da alimentação, fiz mudanças até aprender sobre a contagem de carboidratos.
A contagem de carboidratos abriu-me um novo horizonte, permitindo-me comer melhor e com mais consciência. Fez-me enxergar o alimento além da forma e do sabor; fez-me ver os nutrientes que cada um carrega e as suas quantidades. Ser cozinheiro me ajuda muito, pois tenho uma noção melhor de quantidade no "olhômetro", o que facilita bastante, mas a contagem também envolve muita tentativa e erro, pois cada organismo responde de forma individual. Contudo, tudo isso só foi possível graças à busca de conhecimento e aprendizado focado no diabetes, primeiro para me cuidar e, segundo, para poder repassar esse conhecimento cuidando dos meus pacientes, doces ou não.
Gerenciamento atual e dicas de vida saudável
Atualmente, minha vida com diabetes tipo 1 é mais harmoniosa do que antes. Aprendi a equilibrar a vida social, o trabalho e a saúde. Utilizo bomba de insulina, que me permite aplicar a insulina de forma mais precisa, e encontrei uma comunidade de apoio que me permite compartilhar experiências e desafios. Além disso, sigo uma dieta baseada na contagem de carboidratos, voltei a praticar exercícios físicos e até estou treinando para ser piloto de parapente — práticas que se mostram fundamentais para manter a saúde física e mental em dia.
Aqui estão algumas dicas que aprendi ao longo do caminho:
Eduque-se: Conhecer a doença é o primeiro passo para o controle.
Monitore seus níveis de glicose regularmente.
Considere buscar apoio emocional, seja por grupos ou terapia (eu faço a minha toda semana).
Adapte sua dieta para incluir alimentos que possuam baixo índice glicêmico com a ajuda de um nutricionista.
Com o tempo, percebi que, embora o diabetes tipo 1 faça parte da minha vida, ele não define quem eu sou. Através da aceitação e da educação, descobri que é possível viver uma vida plena e significativa. Se você, assim como eu, está enfrentando o diabetes tipo 1, lembre-se de que não está sozinho e que há esperança e suporte disponíveis.
Fonte: imagem criada por IA.
Fonte: Matheus Velasco, 2026.


