Prazer, Matheus Velasco

Bem vindos ao meu novo eu

GERAL

Matheus Velasco

1/1/20263 min read

Prazer, Matheus Velasco, seu último nutri...

Bem-vindos ao meu novo eu. Sou Matheus Velasco e, atualmente, tenho 33 anos.

Nunca pensei em me tornar nutricionista; meu sonho, na verdade, era trabalhar com gastronomia. Tanto que essa foi a minha primeira formação e área de atuação profissional. Migrei da gastronomia para a nutrição com a visão de trabalhar em cozinhas, fazendo controle de qualidade, vigilância sanitária e tudo o que envolve a produção, mas a vida é cheia de surpresas.

E uma dessas surpresas foi o diagnóstico de diabetes em dezembro de 2015 — sim, há 10 anos. Por conta desse acontecimento, muita coisa mudou, inclusive a área em que decidi atuar. Passei por restaurantes e trabalhei em eventos quando a comida de rua era febre, por volta de 2015, até começar os estágios e, finalmente, trabalhar com nutrição.

Durante a primeira internação devido ao diabetes, percebi o quanto precisava aprender sobre a doença e como a alimentação poderia ajudar no meu tratamento. Assim, fui construindo a ideia de que deveria focar na área de nutrição clínica para aprender a lidar com a minha nova realidade.

Como o universo nunca erra, o diagnóstico veio na mesma época em que eu começaria as aulas na área clínica. Após a formação, fiz pós-graduações nas quais meu foco, do início ao fim, foi adaptar os conhecimentos aprendidos à realidade do diabetes no meu dia a dia. Confesso que buscar conhecimento e aplicá-lo na rotina não foi fácil — mas nada na vida é. Eu sabia que isso seria fundamental para poder ajudar meus futuros pacientes.

A parte boa é que conviver com o diabetes me transformou de várias formas. Primeiro, pela empatia: ter a doença faz com que você tenha outra visão ao ouvir seus pacientes; inclusive, ajuda a identificar aquelas "desculpas" que eu mesmo já usei e eles nem imaginam. Segundo, por entender como o diabetes transforma a vida, às vezes positivamente, outras negativamente, mas sempre como um aprendizado. Terceiro, pelo conhecimento: ir atrás de informações de qualidade para adaptar à realidade e aprender que nem tudo o que dizem é verdade ou a "salvação" para a doença. Entender que toda informação incluída no tratamento faz diferença — seja sobre alimentação, atividade física, monitoramento ou medicação (mecanismos de ação) —, pois tudo impacta a saúde de quem convive com uma condição crônica.

Fonte: Acervo pessoal, 2014.

Fonte: Acervo pessoal, 2015.

Após me formar em Nutrição, especializei-me com pós-graduações em:

  • Metabolismo e Emagrecimento;

  • Nutrição Clínica e Esportiva;

  • Além de especialização em Contagem de Carboidratos e outros cursos de extensão.

Ter diabetes me ajudou — e ajuda até hoje — no meu objetivo de auxiliar o maior número de pessoas possível, e isso não se resume à montagem de um planejamento alimentar. Levar informação também é uma forma de ajudar.

Durante a minha adolescência rebelde, meu pai dizia que eu não iria "salvar o mundo". Hoje, penso que, se eu conseguir salvar o mundo de uma pessoa por vez, já me sentirei realizado. Profissionalmente, com a nutrição e o foco no diabetes, tenho conseguido fazer isso. Espero que você, que lê esta breve apresentação, seja impactado de alguma forma.

Por aqui, pretendo trazer informações de qualidade e seguras para que você se mantenha informado o suficiente para não cair em mitos. Teremos posts sobre alimentação, saúde, bem-estar, qualidade de vida, receitas e, claro, o que não poderia faltar: diabetes.

Fonte: Acervo pessoal, 2016.

Fonte: Acervo pessoal, 2018.

Reprodução: acervo pessoal

Fonte: Matheus Velasco, 2026.

Fonte: Matheus Velasco, 2026.